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De onde vem a calma?

Não posso generalizar – apesar de cometer esse erro em dezenas de textos que já escrevi -, então, para não dizer que todas são assim, posso garantir que conheci muitas mulheres sem senso de perigo na hora do desespero. Meu desespero. Ao longo da minha vida, da infância até agora, posso garantir que a maioria esmagadora de mulheres que eu conheci são do tipo que não se desesperavam nas situações que eu considerava perigosas ou assustadoras. Não estou falando de cair de um prédio ou de bater o carro, esses perigos não interessam a ninguém. Estou falando de medos subjetivos, medo de não ter resposta, de não saber o que fazer depois do beijo, de não saber para onde olhar, de não saber o que fazer ao acordar num quarto novo. Sempre tive medos assim.

No último fim de semana assisti a um filme que me fez pensar muito sobre isso, sobre esse medo ausente que muitas mulheres têm. É como se fosse um medo negativo, um instinto de ação nas situações em que um homem se sentiria indefeso ou encurralado. Me lembro de passar alguns apuros durante a adolescência quando ficava com meninas que não tinham medo das coisas. Eu era um cagão de primeira classe. Tinha medo de me apaixonar, medo de ser traído, medo de me apaixonar por outra pessoa no meio do caminho, medo de me flagrar infeliz e mergulhava nessas dúvidas sem resposta enquanto sentia minha mão sendo colocada em cinturas, seios, pescoços e rostos. Esse hábito que algumas mulheres têm de pegar a nossa mão e guiar o nosso tato sempre me apavorou.

A maioria das mulheres que eu conheci se jogavam de cabeça em incertezas vorazes. Que tipo de gente maluca se alimenta de situações assim? Existe uma calma perturbadora nas mulheres decididas. O mundo força a barra para que elas se desestabilizem, para que percam o controle, mas elas só sorriem e executam seja lá o que pretendem executar. Me apavorava o primeiro momento sozinho com uma garota nova. Me sentia em êxtase, com o coração acelerado e a adrenalina a mil, enquanto elas amoleciam, sempre sorrindo, perfumadas e macias, se mostrando calmas e decididas. A maior parte das meninas com quem eu fiquei quando era mais novo me metiam medo do começo ao fim, mas nunca pareciam sentir o mesmo.

Me fascina e impressiona essa calma sólida das mulheres diante da atenção de um homem. Ou de outra mulher, vai saber. Mesmo nos anos em que passei namorando – primeiro antes, e agora novamente – percebia e percebo essa mesma tranquilidade avassaladora nas meninas que ficam com meus amigos. Garotas que não enrijecem, não tremem, não vacilam, só vão, de vez, sem titubear. É coisa do impulso feminino? É saudável não sentir medo? De onde vem essa calma? Ela vem ou já está lá desde sempre? Acho que ninguém sabe…

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Esses caras não sabem nada sobre essas meninas

Esses caras não sabem nada sobre essas meninas. Não sabem porque escolheram não saber, preferiram a segurança do raso, do simples, da opinião superficial nascida de duas ou três cenas suspeitas que viram em festas, casadas com umas fotos de ângulos depreciativos e mais uma meia dúzia de boatos que nunca poderão ser comprovados. Uma porção de caras que olha pra essas meninas sentindo a falsa segurança de saber exatamente quem são, o que pensam, como erram, quais são seus desejos, suas fraquezas e seus pontos fortes. Acreditam serem superiores por possuírem informações particulares sobre elas, mas que, na verdade, não dizem nada sobre ninguém.

Esses caras não sabem nada sobre essas meninas. Têm opiniões tão distorcidas que, em alguns comentários aleatórios que ouvi, tive dúvidas sobre quem estavam falando. Às vezes penso que eles se esquecem que elas saem para a rua, fazem o que quiserem fazer, mas depois voltam para casa. Uma casa normal, com mãe, com pai, com irmão, com beijinho na careca do vovô no final de semana, com lasanha, com cachorro, com viagem de ano novo, com um monte de coisa de gente comum. Tem cara que pensa que essas meninas nasceram dentro de uma balada, só vivem de festa, funk, black e goró. Porra, que absurdo pensar que todo mundo é tão vazio quanto eles são.

Esses caras não sabem nada sobre essas meninas. Isso acontece porque o ciclo de relacionamento com elas é mínimo, repetitivo e superficial. Eles as conhecem e, de cara, se interessam no caminho para entrarem debaixo de suas saias. Depois eles se sentem frustrados diante das negativas e começam a julgá-las por suas roupas, porque dançam, porque bebem, porque ficam bebaças ou porque fumam demais. Não importa, tudo será defeito, mesmo que não seja. Depois, diante do “foda-se” pra esse monte de absurdos, eles começam a criar histórias, verdadeiros mitos incríveis sobre coisas que elas supostamente fizeram, como fizeram, com quem fizeram e, claro, sempre tem muito sexo e pouca testemunha nesses depoimentos. Se fizeram ou não, ninguém sabe, mas caso seja verdade, nunca foi feito com quem espalhou a história.

Esses caras não sabem nada sobre essas meninas. E não sabem mesmo! Pica nenhuma! Nem o nome, porque apelido hoje vale mais do que R.G. Não sabem porque não conseguem conversar, não têm assunto que prenda uma mulher sentada por mais de cinco minutos. É sempre a mesma merda, com os mesmos históricos, as mesmas piadas, o mesmo bla bla bla eterno sobre as mesmas pessoas. Esses caras não perguntam nada inteligente, não falam da faculdade ou do emprego delas (porque talvez nem pensem que elas têm algum trabalho), não perguntam sobre gostos pessoais, não emplacam alguma conversa com reflexão, nem que seja sobre um filme que passou esses dias na TV. Eles simplesmente não se interessam por elas como pessoa, só como diversão, como enfeite, como paisagem. Elas são bem mais que isso, pode apostar!

Esses caras não sabem nada sobre essas meninas. Eles não fazem ideia de quanto elas estudam, trabalham e se esforçam para crescerem profissionalmente. Eles nem imaginam que debaixo daquelas roupas provocantes, daqueles sorrisos espalhafatosos, das danças sensuais, existe uma mulher que também quer ter filhos, também quer ter uma família e também quer alguém que queira abraçá-las antes de dormir. Elas também gostam de chocolates e flores, também gostam de conversar sobre investimentos, dinheiro, carreira, planos pro futuro e até futebol, por que não? Eles não pensam que essas meninas têm sentimentos e que deve ser foda saber que um monte de gente fala absurdos falsos sobre elas. Essas meninas são mais profundas do que tudo isso.

Esses caras não sabem nada sobre essas meninas. Não sabem o quanto elas podem ser amáveis, românticas, dóceis e meigas se forem tratadas como merecem. Eles não sabem como podem ser sensuais dormindo, como pode ser divertido passar a tarde na sala de casa comendo besteira e vendo os programas ruins na televisão ao lado delas. Eles não sabem sobre suas preferências, nenhuma delas, mas poderiam se surpreender caso começassem a aprender mais. Eles não sabem que elas sabem de cinema, que ouvem samba de roda, que têm tradições familiares sólidas, que são vegetarianas, que não têm pai, que têm irmão mais novo, que têm uma porção de medos bobos que jamais aparecem. Elas são tão incríveis, cheias de segredos e virtudes, que quase não dá pra acreditar. Elas sabem de seus próprios valores, eles não.

Esses caras não sabem nada sobre essas meninas e não dão o mínimo valor para as pérolas e diamantes que têm diante de si. Se perdem admirados em uma figura atraente e esquecem de lembrar que todo mundo é um universo a ser explorado. Esquecem que dançar no pole dance não deixa ninguém mais burro ou menos interessante. Esquecem que beber mais que um homem não deixa mulher nenhuma menos bonita e nem sem valor. Esquecem que não sabem de nada pensando saberem tudo e que esse tipo de preconceito nunca dá certo. Esses caras vão saber alguma coisa sobre essas meninas quando um homem de verdade sair da caixa, passar por cima do monte de merdas “que o povo conta” e mergulhar nesse monte de mini universos fascinantes. Eles vão saber quando um amigo contar que essas meninas são incríveis, que estão felizes ao lado delas e que, mais cedo ou mais tarde, iria aparecer a pessoa certa. Elas aparecem certas para os caras certos!

Mas esses caras não sabem nada sobre essas meninas e isso é um problema só deles.

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São meus jovens

É rabo preso, cagaço ou filha da putisse? É loucura, peito de pombo ou tendência suicida? Cerveja, vodca ou uísque? É pergunta séria de coisa importante pra quem sabe que a vida está além da conta bancária, do escritório e do diploma. Deixa meu celular tocar, quem eu quero que me ligue já está aqui. Essa minha juventude transviada cresce e continua com a mesma energia de antes. Graças! Se pudesse escolher, preferiria a eterna jovialidade e estupidez dos meus amigos à desejar-lhes maturidade e sabedoria às custas da morte. Não tivemos a chance de escolher, não vou reclamar, mas assumo que cultuo a juventude a plenos pulmões. Eu grito para que sejam jovens!

É rabo preso, cagaço ou filha da putisse? 

Tem quem perca a linha mesmo, fique maluco, com o showzinho das mulheres. Mas o fato é que no fim qualquer homem sabe que quem decide são elas. E aí você fica instigado, não entende os sinais, bebe um pouco além da conta, faz mil suposições absurdas e acaba achando que deu tudo errado antes mesmo de ter começado. Às vezes parece rabo preso, daquelas mocinhas infelizes que não desapegam do ex-namorado vilão nunca. O cara não vale um centavo, não dá valor, não liga, só fode com a vida, fala absurdos inimagináveis, mas a cada paulada, mais amado é. É da idade essa coisa de se apegar a um idiota imaturo, o futuro resolve isso!

Tem as cagonas. Têm medo de se apaixonar porque não se permitem correr riscos. Existe o medo da dor em todo tipo de amor, e geralmente o fim da história é cada um pra um canto e o peito apertado mesmo. Só que qual é a vantagem da vida de alguém que vive de maneira segura e controlada? Se jogar de cabeça na vida de alguém, se deixar levar por um plano alheio é das coisas mais emocionantes que podemos fazer por nós mesmos. Não temos nada a perder a não ser a cabeça, o coração e nossa própria dignidade. Mas tudo se recupera depois. Sofrer por amor é das coisas mais joviais que existem.

Tem as filhas das putas! São as jogadoras, as que traem, as que manipulam, as que tripudiam, as que sorriem e, geralmente, querem chorar. Não dá para saber se são ruins ou se são desligadas, mas saem arrasando corações no atacado, em fila e sem dó, para transformarem as tardes dos meninos em consultas de terapias de bar com cervejas demais, apertos demais, raiva demais e um pouco de insegurança amarrando tudo bem juntinho. Lidar com garotas filhas das putas é estar sempre na corda bamba mais caindo do que se equilibrando. Elas sofrem no futuro, a gente que é jovem já viu esse filme.

É loucura, peito de pombo ou tendência suicida?

Se as mulheres estão matando os corações dos meninos de rejeição e festinhas indesejadas, eles matam os corações alheios de susto, medo, pavor e desespero. Existem os tipos que nasceram para a loucura, dos que buscam problemas sem querer, se metem em enrascadas homéricas jurando não terem nada a ver com o fato. São os garotos problema que apanham e não sabem o motivo, vão presos e não sabem o motivo, se machucam e não sabem o motivo, machucam os outros e não sabem o motivo, mas no fundo são boa gente. São daquele tipo fascinante que costuma ter um ar selvagem contagiante que deixa qualquer calcinha molhada, mas que está mais preocupado em fazer um absurdo do que em conquistar um coração. No futuro eles tomam jeito, hoje são jovens demais pra isso.

Tem os que querem mostrar força. Vão de frente contra qualquer um, em qualquer situação, por qualquer motivo. Pau pra toda obra, aceita desde briga de acerto de contas até ajuda para desmontar peças de carro e arrebentar janelas abandonadas. É grande, rústico, fala alto, bebe muito, faz muita merda e, em quase todos os casos, guarda no peitoral definido um coração frágil e solitário que há anos espera a chance do beijo com a mesma menina, a mesma que o considera um grande amigo, e nada mais. Os grandes são os que descontam a frustração nos outros e se garantem o direito de serem felizes de cara fechada, parrudos, fiéis e honestos, mas sempre prontos para quebrar o mundo no meio para impressionar a mesma moça, a mesma de sempre, a que ele nunca vai ter. O tempo resolve isso, dá coragem, maturidade e texto suficiente para iniciar uma conversa com potencial para terminar em beijo.

Tem os suicidas. Dessa raça eu vivo cercado. Geralmente são os que dirigem, e bem. Se não dirigem, manuseiam coisas complexas, como motos, bombas, armas, metais cortantes ou drogas em excesso. São dos que não têm medo de morrer por confiarem demais nas próprias habilidades. São dos que todo mundo jura que se foderam, que sumiram porque bateram o carro, porque levaram um tiro, porque foram presos, mas estavam só dormindo até mais tarde. São o terror das mães, das mães das amigas, das mães dos amigos e das mocinhas que sonham em um dia serem mães de filhos que eles gerarão. São incompatíveis com qualquer atitude sensata ou planejada e quase tudo funciona à base do impulso, da proposta insana, da grande ideia que nunca vai dar certo e do desejo de ver o inédito acontecer. São eternos buscadores de emoções que o futuro vai tratar de trazer. Mas precisam sobreviver para isso!

Cerveja, vodca ou uísque?

Tem de tudo, qualquer um se sente em casa aqui. Vem, puxa uma cadeira, conversa meia hora que você já vai ser íntimo de metade deles. São os que estão por perto, ao toque do telefone, ao alcance das mãos. Meu coração e o deles se mistura e se estilhaça nessas nossas aventuras particulares. Todo mundo sofreu, sofre ou sofrerá por amor. Todos vão brigar ou se magoarem uns com os outros entre si e, mesmo com tudo jogando contra, a loucura e o brilho nos fazem ficar cada vez mais próximos. É a minha juventude tomando forma no corpo dos outros, dos que eu gosto de chamar de “semelhantes”. São meninas com a mágica do amor guardada na bolsinha da maquiagem e moleques com o dom da conquista apertado no bolso junto com o maço de Marlboro Light e o par de Jontex. São a minha vida juventude toda, só que hoje, aqui e agora!

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Tuas meninas estão assustadas e perdidas

Falta tempo para que elas possam crescer. A evolução do mundo, o jeito como a sociedade cria suas crianças e a maneira como a televisão e a Internet fazem tudo parecer lindo, livre e fácil tornou esse amadurecimento uma tarefa quase impossível. Quem é que quer ter responsabilidades, se interessar por coisas complexas e tentar manter o controle num mundo onde jovens de dois ou três anos de diferenças são considerados geração X, Y, Z Alpha, e uma porção de outros nomes que só servem para vender, usar, lavar e plantar ideias pagas. As crianças vão nascer com códigos de barra para não precisarem ter nomes nem sobrenomes para honrarem.

As tuas meninas estão perdidas agora, sem você. Enquanto te tinham aqui eram as melhores, as mais seguras de si e escondiam todos os problemas que têm em casa e com o mundo dentro das bolsas gigantes, dos batons rosas demais e das roupinhas descoladas. De onde é que vem a opinião dessas meninas? Muito me admira que consigam ouvir as músicas que ouvem. O rap não é macio para quem vive uma realidade alienada, mas para elas parece uma espécie de ponte, um link que as puxa de volta para a vida que têm quando estão vivendo no mundo de fantasia que sonham em tornar permanente.

Não é bonito, nem inteligente, viver se escorando na força de uma pessoa só, mas que opção elas tinham? Se uma se escorasse na outra seriam uma meia dúzia de varetas frouxas enfiadas na areia esperando que, durante a queda, as outras a segurassem. Acredito, por experiência própria, que a vida de verdade está na rua. O caráter de uma pessoa e suas qualidades são formadas em casa, na infância, mas quando chega a adolescência e o sentimento de liberdade é que todos esses valores são postos à prova. Tuas meninas encontraram em você todo o reforço para as qualidades que elas gostariam de ter, mas não desenvolveram. Não só isso. Você trouxe a elas a segurança contra o medo que toda menina jovem tem quando vê o mundo de verdade: homens de verdade.

Me lembro bem, muito bem, com cores, sons e cheiros, do dia que conheci todas, numa paulada só. Elas pareciam as meninas mais sabidas do mundo. Sabiam como me olhar, como falar comigo, como me desmontar e como saber que tipo de gente eu era. Eu tinha sido apresentado por você, trazido por você, não tinham porque terem o pé atrás comigo. Sendo assim, vieram com tudo. “Você fala bem, é bem articulado!”, “o que você faz da vida? Tem cara de profissão séria!”, “que perfume você usa? É muito bom!”, “o seu sorriso é contagiante” e dai por diante. Me perguntaram numa mesa, no primeiro momento em que fiquei sozinho com elas, sem você, de onde a gente se conhecia, se eu era solteiro e o que ia fazer mais tarde. Alguém tinha ensinado isso a elas, não era possível estar ali no meio de gente que beirava os recém 18 recebendo o tipo de cantada que recebo de mulheres de quase 40. Elas tinham uma confiança que não era delas, parecia um teste, como se falassem coisas esperando uma reação automática, tentando adivinhar o que iria acontecer. Mas você ensinou mais do que “o que fazer”. Acho que o que elas aprenderam com você foi o “como não me foder”. Não tinham compromisso com o sucesso, e sim com a não derrota.

E acho que isso valia pra tudo. Não perdiam ninguém! Para moleques metidos a sabidos. Não perdiam para outras meninas, ex-namoradas, ficantes e gente de fora. Não perdiam para cobranças do mundo, roupas, vontades, costumes e até religião. Sempre se sentiram donas das próprias ações. Claro, desde que você estivesse por perto. Agora você não está e eu perdi o interesse por todas elas. Até nas fotos, onde a gente finge sorriso, dá pra ver que tem alguma coisa errada. Elas estão perdidas, assustadas, fazendo coisas que acham que você diria que era o certo a se fazer, mas sem nunca terem certeza de nada. Vai ser bom para elas, apesar de agressivo, esse processo de amadurecimento pelas próprias ações. Vão ser mulheres com opinião própria quando você voltar.

Mas se eu pudesse dar um palpite, diria que hoje em dia estão se arriscando menos, jogando menos e confiando menos. Devem estar com medo de não terem para quem pedirem conselho na hora que bater a dúvida se devem ou não transar com fulano, ou se deveriam ou não ficarem com aquele cara que tem namorada, ou até coisas mais simples, como por exemplo, qual o programa das quintas-feiras à noite. Acho que hoje, se eu encontrasse qualquer uma delas, não teria de responder nenhuma pergunta. Elas não teriam coragem de questionar nada, absolutamente nada. Tuas meninas estão perdidas e encontrando o caminho por conta própria, o que é bom, mas não acredito que só isso, que só essa imersão na vida real, vá torná-las independentes. Você criou essa dependência, e agora vai ter que desmamar, uma a uma, todas as essas crianças que você transformou em falsas mulheres.

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