Arquivo mensal: fevereiro 2014

A francesa

Tinha uma francesa no metrô. Ela lia um livro em francês e estava sentada no banco da frente, aquele colocado na transversal, pintado de azul e reservado para pessoas com necessidades especiais. Eu estava preso na leitura de uma revista nova e não a vi chegar. Revistas, com suas páginas amplas, seu papel cheiroso e suas foto coloridas e envolventes sempre me desligam do mundo ao redor. Quando percebi ela já estava sentando. Uma sandália preta parecida com um chinelo de couro agarrada aos pés com as unhas pintadas de vermelho. Uma saia de um tecido estranho, marrom e fino, quase inexistente, com aspecto amassado, que subia das canelas até a cintura. Depois da saia, uma blusinha simples azul marinho com bolinhas brancas. Era uma francesa.

Digo que era francesa porque quando preciso escrever sobre mulheres europeias sempre penso nas francesas. Nunca fui à França, mas os filmes, as fotografias e as pessoas de descendência francesa me desenharam um padrão de mulher que fixou afixado na minha cabeça. Então, quando vejo alguém que se encaixa nesse padrão assumo naturalmente que sei de onde esse humano é. Ela tinha um anel de noivado na mão, ou algo que parecia ser um anel de noivado. Aprendi que anéis de pré-casamento são aqueles têm têm uma pedra disforme completamente alheia ao design do resto da joia. No caso, era, então, um anel desse tipo. Tinha as mãos magras, ossudas, e isso se repetia pelo resto da parte visível do corpo. Era uma moça magra, muito magra, mas com aquela flacidez característica das pessoas magras sem querer.

Tinha uma pele branca com pedaços ruborizados, róseos, e apresentava uma flacidez clássica de gente que nunca entrou numa quadra de esportes ou numa academia de ginástica. Tinha o pescoço comprido, uma cabeça de ângulos firmes e um cabelo loiro escuro. Estava preso num coque, o cabelo. A boca era seca, quase da mesma cor branca da pele, e uns dentes brancos comuns, de gente comum, que escova  três vezes ao dia e nada além disso. Percebi seus dentes na hora em que um senhor de uns 70 anos muito alto e com uma barriga saliente se aproximou e ela perguntou se ele queria se sentar. “O senhor quer se sentar?” Não falou em francês, mas tinha uma voz francesa e, se você já assistiu filmes franceses sabe do que eu estou falando. O senhor se sentou, ela ficou de pé segurando e lendo seu livro francês cujo nome não consegui memorizar.

Olhando de baixo de vez em quando, percebi que seus olhos eram de um verde quase branco. Era daquele tipo de íris que tem uma cor aguada, sem vida, sem brilho. Ela toda era sem vida, sem brilho, comum, mas francesa. Tinha uma beleza suave, sutil, quase feia, mas isso não é importante. Na verdade nada era muito importante nessa moça francesa. Para mim ela valia alguma coisa mais porque era a personificação de muita coisa que eu já escrevi. Ela se movia como meus personagens, tinha a voz das minhas personagens, fazia coisas como meus personagens e era francesa porque eu queria que fosse, além do livro francês.

Quando me levantei, uma estação antes, para descer do metrô, fiquei ao seu lado. Olhei para ela e vi seus olhos fechados. Ela fechou os olhos para sentir a brisa do ar condicionado do metrô quando atinge sua velocidade máxima e venta no rosto dos passageiros. Tive certeza de que naqueles pouco segundos de pálpebras fechadas ela foi para outro lugar. Algum lugar menos brasileiro, menos comum, menos real. Deve ter saído da vida de todos nós para se misturar em alguma história minha, algum quarto sozinho, algum cigarro fumado às mágoas em noites mal dormidas. Era uma incrível personagem fictícia perdida no nosso mundo real. Assim que saí do vagão ela saiu junto, ao meu lado, mas quando olhei de novo ela já não estava mais. Talvez nunca tivesse existido, mas eu sei que havia uma francesa no metrô.

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O primeiro dia da vida da Alice

A Alice saiu de casa porque já não dava mais. E foi nesse dia que ela nasceu. Alice enfiou umas roupas numa mochila, agarrou o computador, caiu no mundo e passou a existir para o resto da humanidade. Trancou a porta porque não tinha ninguém em casa, não tinha porque fazer cena, bater a porta, gritar, sair sem olhar pra trás. Podia ser original. Saiu com calma, trancou, olhou para o número 32 na porta do apartamento, chamou o elevador, desceu ao térreo, cumprimentou o porteiro e então iniciou sua fuga pra uma outra vida. Tomou cuidado de passar a mão em algumas paredes, respirar fundo e sentir o cheiro, olhar para as sombras e as luzes, porque é importante ter memórias assim dos lugares de onde saímos para não voltar.

A Alice tinha 20 anos quando saiu. Pesquisou na internet algum lugar para onde pudesse fugir sem ser encontrada, um destino acima de qualquer suspeita. Ia ter um encontro de pessoas ligadas a artes de rua, malabaristas, gente que cospe fogo, pessoal da dança e uma porção de gentes ciganas. Era na praia da Solidão em Florianópolis. Pensou sobre solidão, sobre como é difícil não estar sozinho hoje em dia e decidiu que seria lá seu destino inicial. A Alice entrou num ônibus na rodoviária do Tietê às 20h35 e viajou meio dia até chegar a hora de descer. Reservou, de um telefone público, um quartinho numa pousada só para ter pra onde ir na chegada, mas sabia que não poderia pagar muito tempo de hospedagem.

No primeiro dia caminhou pelos lugares ao redor, achou uma padaria, uma farmácia e um posto de gasolina. Ela viu a praia, olhou a redor e entendeu de onde vinha seu nome. A praia da Solidão exigia muita força de vontade e disposição para ser alcançada, mas a Alice só percebeu isso depois, porque quando estava caminhando com a mochila nas costas não sentiu que era tão difícil chegar ao lugar. Às vezes, quando estamos em uma situação de sobrevivência a qualquer custo o corpo muda as prioridades. Não se cansou de chegar, mas agora parecia impossível executar a ideia de voltar para o outro lado, onde havia o comércio que tinha visto. Ficaria ali o tempo que fosse necessário.

Na areia, na ponta da praia, uma porção de barracas de acampamento estavam armadas. Muita gente circulava entre elas, homens e mulheres de cabelos compridos, rapazes barbados, moças tatuadas e no meio deles algumas crianças. Era o encontro dos artistas. O resto da praia estava vazia e no canto oposto havia um cara na água. Ele estava sentado em uma prancha de surf amarela e esperava por uma sequência de ondas que parecia não existir. Ela olhou para o movimento do homem grudado à prancha boiando na água, sua paciência, determinação e certeza de que as ondas viriam e teve uma ideia: viveria baseada em certezas hipotéticas e se daria bem. Essa era sua primeira certeza absurda, mas sabia que se daria bem.

Assim foi o primeiro dia da vida da Alice, uma personagem que eu precisava inventar há tempos, mas que, agora que nasceu, não morre mais…

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Isso tudo é uma colcha de retalhos

Dia desses tive que definir em poucas linhas o que é que eu escrevo pra uma ficha burocrática. Tipo um resumão desses mais de 200 textos que existem aqui, além dos inéditos que eu escrevo e guardo pra quando sair o livro (sim, vai existir um livro), mas percebi que é foda. Ia escrever que é “meio” foda, mas não é meio não, é foda mesmo, foda de verdade, por completo. É tipo aquelas perguntas sem resposta: como você se definiria em uma palavra? Qual seu pior defeito? Qual seu maior sonho? Porra, sei lá, essas perguntam derrubam qualquer um. É como estar sentado numa cadeira com três pernas e tentar se equilibrar… você vai cair uma hora ou outra. Mas eu tive que escrever sobre o que é que eu escrevo.

Pensei um tempão, quase um dia todo, sobre como começar a descrição. Tentei começar com “Minha criação é composta por uma mistura de situações traduzidas em cenas…” e bla bla bla. Grande merda formal. Depois tentei ser engraçadão e aí ficou tão pior que eu nem quero reproduzir aqui. Larguei mão, voltei ao trabalho, almocei, conversei com os amigos, li algumas coisas que eu escrevi lá no começo do blog e percebi que talvez o resumo esteja na base. Não são só sentimentos, são memórias. O nome do blog é “memórias utópicas”, nada mais justo do que ser fiel a ele e narrar lembranças da vida. Aí assumi para mim que sim, que escrevo memórias, que escrevo para mim (desculpe o egoísmo) e que relato coisas que não quero esquecer. Se não esqueço nem de quem me cuspiu na minha cara, por que é que vou esquecer de quem me beijou a boca? Lembro de tudo com algum valor!

Os amores que deram errado serviram de escada para eu subir a um outro nível de amante, alguém melhor e mais honesto comigo mesmo e com a minha mulher. Os empregos que deram errado serviram para me tornar um profissional mais sólido, mais seguro, mais eficiente e criativo. Os amigos que me traíram serviram para me ensinar que nem todo mundo que te abraça quer teu bem, assim como nem todo mundo que te xinga quer teu mal. Os machucados e as dores serviram para perceber que eu não sou imortal como pensava ser. Os anos ruins mostraram que “feliz ano novo” e sete ondinhas não garantem futuro, assim como aprendi que anos bons, por mais prósperos e divertidos que fossem, também tinham só 365 dias e um dia eles também acabam. Em resumo: aprendi com as emoções macias e ásperas, quentes e frias, boas e ruins.

Então percebi que desde sempre, desde o básico do início da minha criação, o que eu faço é escrever sobre a vida. A minha vida e a sua. Sim, escrevo sobre a sua! Mas além disso, escrevo sobre o que eu acho que a vida poderia ser, ou deveria ser. Tô lendo um livro que se chama “Tudo o que você e eu poderíamos ter sido se não fôssemos você e eu” e é bem por aí. Percebi, nesse exercício de auto-conhecimento e definição, que também escrevo sobre as coisas que eu queria ter sido. Que eu queria ter feito. Que eu queria ter visto. Escrevo sobre o que foi, o que é, o que será e o que poderia ser, ou ter sido. Tudo isso são emoções importantes e perceber tudo isso me fez um bem danado. Aprender sobre si vale mais do que qualquer aprendizado do mundo. Quem vive no mundo somos nós e de nada adianta saber tudo de lá de fora se formos eternos desconhecidos para nós mesmos.

Então, no fim das coisas, me pareceu fácil começar uma definição honesta, simples e importante sobre as minhas escritas. “Se a vida não é uma colcha de retalhos de emoções marcantes, o que mais haveria de ser, então?” e depois de ler isso percebi que não sou escritor, sou um filho da puta de um costureiro de retalhos de emoções marcantes. Minhas próprias emoções. Meus próprios medos e amores, desejos e perdas. Sendo assim, você, que me lê sempre, ou com certa regularidade, nada menos é do que uma companhia para mim, se aquecendo e se aconchegando debaixo dessa imensa colcha de retalhos feita com pedacinhos de mim. Seja bem vindo, então… e obrigado por estar aqui.

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De quando acaba um livro bom

Hoje acabei de ler um livro especial. Falei dele aqui no texto anterior a este, mas decidi não falar exatamente do livro, mas de todos os que tenho lido ultimamente e sobre a sensação que eles me provocam em dias como hoje, quando acabam. Meus livros acabam como quem interrompe uma conversa no metrô porque vai descer numa estação antes da minha. É exatamente isso. Meus livros se acabam no metrô, perdidos entre as estações da linha verde, entre o trajeto que compreende a viagem mais popular da linha, Tamanduateí – Consolação. Em algum momento dessa viagem meus livros se fecham na última página pra não se abrirem mais.

E digo isso porque só leio no metrô e no trem. E cagando. Mas cagando nenhum livro acaba. Eu não deixo, nem que seja pra ficar uma última página pra depois, mas minhas histórias eu gosto de finalizar em momentos de reflexão maior em lugares mais nobres. Cagando só acabam os livros ruins, os que eu não gostei, e por sorte – ou maturidade, quem sabe? – este tipo de final tem sido cada vez mais raro. Leio os livros, me envolvo com os personagens, faço parte de suas vidas, de suas famílias, deito em suas camas, como suas comidas, sinto seus medos, penso sobre suas opções para resolver eventuais problemas e vibro com suas pequenas conquistas cotidianas. Cada personagem que me envolve deixa um pedaço de si dentro de mim em algum lugar dessa linha de metrô. Amo mais minha mulher depois que acaba um livro, porque é como se eu soubesse mais sobre a vida e fosse alguém melhor pra ela no fim de cada um deles.

Até por isso não releio livros, por mais incríveis que possam ser. É lei. Fui ler meu primeiro livro aos 18 anos, depois de já ter saído do colégio, no intervalo das férias para entrar na faculdade. Parecia que eu estava perdendo a virgindade. Li “O doce veneno do escorpião”, mais conhecido como “livro da Bruna Surfistinha” e, pensando sobre a personagem protagonista, dizer que foi quase como descabaçar faz até mais sentido. Enfim, li, depois tive aula com o jornalista que o escreveu e logo depois comecei a ler as coisas que pareciam importantes para mim. Li tudo, mas sempre no meu ritmo: trem, metrô, privada. E todos os personagens foram morrendo em alguma estação da linha verde. Alguns eu lembro o nome, como a Rosário, o Shadow, as cinco irmãs Lisbon e agora, recentemente, o Crisóstomo, o Camilo, a Isaura e os outros todos da casa. E quando acaba o livro é como se eu perdesse alguma coisa importantíssima.

O fim de um livro é um parto e uma morte, ambos na mesma medida. Fica alguma coisa pairando no ar quando guardo o livro na mochila e ainda falta a Ana Rosa, o Paraíso, a Brigadeiro e o Trianon-MASP. Fico vendo as pessoas com uma expressão mole no meu rosto, como se eu soubesse de algo que eles nunca souberam e nem saberão. Fico olhando pra todo mundo como se tivesse ficado órfão, como se tivessem me matado um irmão ou coisa grande assim. Ao mesmo tempo que sinto um vazio intenso, amargo, mas macio, sinto um alívio. É como se eu pudesse respirar novamente. Acabou o suspense, o conflito, e tudo ficou bem. Ou não, ou morreram, ou deixaram para um outro volume, no caso das trilogias, mas é sempre um alívio. Algo como: “agora eu sei de tudo!” assim que se fecha a última página.

Hoje acabei de ler um livro sobre coisas muito profundas. Morreram, ou dormiram, todos. E eu fiquei sozinho pensando sobre quem eram os outros no metrô comigo. Quem eram as pessoas que dividiam as estações comigo e com o Crisóstomo. Quem eram aqueles pobres diabos agarrados a celulares enquanto a Isaura se declarava mãe do Camilo. Quais os nomes daquelas moças se maquiando, passando a beleza em pó nas caras, assim como fazia o Antonino, “o maricas”, e seu namorado. Senti dó das pessoas que não se apegam a coisas profundas como a história de um livro e me abracei às páginas amareladas da obra que acabava de acabar. Eu sabia de tudo. E toda vez que acaba um livro eu sei um pouco mais.

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“Ser o que se pode é a felicidade”

“Ser o que se pode é a felicidade”, escreveu Valter Hugo Mãe, um português malandro que escreve sem usar diálogos, sem usar travessões e sem usar pontos de interrogação. O que ele usa é sentimento e delicadeza, isso sim. Hoje no metrô eu li essa frase no livro O filho de mil homens escrito por ele e publicado pela absurda COSACNAIFY. Na verdade eu não li a frase. Tropecei nela na página 77, saí catando cavaco, quase caí de cara no chão da vida e quando me recompus senti alegria. Uma alegria simples, quentinha, que nasce no peito e se espalha para o resto dos dedos. Fiquei lendo a frase durante algum tempo. O Valter sabia que tinha escrito um milagre e por isso fez questão de botar essa anã de oito palavras numa linha separada do texto. Talvez ao escrever isso ele tenha descoberto, por epifania, o que é a felicidade, ou talvez já esteja careca de saber – ele realmente é careca – e colocou o dizer ali, separado, só para não correr o risco de não ser lido com a devida atenção.

Olhei pela janela do metrô com o livro ainda aberto e fiquei repetindo mentalmente que ser o que se pode é a felicidade. Ser o que se pode é a felicidade? É. Deve de ser, eu acho. Ao menos para mim é, depois de hoje vai passar a ser. Ser. Quero ser o que posso ser, só pra ser feliz. As portas do vagão se abriram, eu saí e no momento em que pisei na plataforma uma rajada de vento forte me tomou por completo. Era como o anúncio de que sim, eu tinha aprendido uma coisa de valor real. A gente vive angustiado e passa a vida na angustia de acabar com a angustia de estar angustiado em viver assim. A gente não quer nada a não ser paz, mas não sabemos disso. Queremos ser mais bonitos. Alguém quer ter certeza de que nunca será rejeitado por alguém. Alguém quer ter certeza de que é desejado por alguém. Alguém quer ter poder sobre alguém. Por que a gente quer isso?

Eu quero ser o melhor que eu puder ser, mas sem deixar de ser eu. É difícil, eu sei, também vivo no mesmo planeta que você, que está lendo isso tudo. Mas ser o que se pode ser é não se cobrar além das próprias limitações. Ser o que se pode elimina a chance de fracasso: você é e ponto, sem “mas” ou “poréns”. Ser o que se pode está além de aceitação. Tem a ver com reconhecimento, com auto-meritocracia. É se olhar no espelho e pensar “você é o que você pode ser?” e se a resposta for “sim”, acabou. Tá lindo, és feliz! Se a resposta for “não” a próxima pergunta deveria ser algo como “o que falta para você ser o que você é?” e depois caminhar atrás desse pedaço que falta. Ser o que se pode trata-se de ser completo, por inteiro. É como aquele poema do Fernando Pessoa, “sê por inteiro” e fim. Se V. Hugo Mãe se propusesse a completar o poema talvez a única coisa que ele escreveria seria apenas um “então és feliz” no fim.

“Ser o que se pode é a felicidade” é a frase. Escrever sobre ela tem a ver com o fato de eu ter passado uma semana sem escrever nada pensando sobre todas as regras e conceitos que aprendi no curso de escrita que fiz semana passada. Escrever sobre ela tem a ver com a fala da Marianna, minha amiga e revisora, que disse que eu me caguei ao fazer esse curso porque fiquei encanado tentando atender a regras que não são para o tipo de texto que eu faço. Não sei cumprir regras quando o assunto é viver. Escrever sobre ela tem a ver com as minhas expectativas em relação ao profissional que eu sou e quero ser, em relação ao amigo que eu sou e quero ser, em relação ao namorado que eu sou e quero ser. Escrever e dividir essa frase é quase a execução de uma obrigação, porque não é justo guardar só para mim um segredo tão valioso e simples. Quero ser o que posso para ser feliz. Sê inteiro com o que você pode ser. Isso é a felicidade, eu acho.

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